De vez em quando nos pegamos em noites fluídas, quando tudo contribui para que a noite seja boa. A companhia, as bebidas, as conversas, o lugar, o clima…
Dessas noites que acontecem porque deveriam acontecer. Mesmo o combinado de última hora faz com que as coisas corram bem e deem tudo certo. Tudo conspirava para dar certo.
Óbvio que nem sempre, pois, no mesmo lugar, um dia, uma chuva monstruosa, que alagou pontos da cidade, no mesmo lugar, outro dia, o Chopp tava ruim… tava choca. Tomamos um e fomos para outro lugar (kkkk). E assim foram.
Outra vez, de última hora, desisti na porta do bar. “Vamos para outro lugar?”, “Vamos”. Não fomos felizes, foi o dia em que o Chopp estava choca (kkkkk).
Mas aprendemos que nem sempre as coisas conspiram a nosso favor.
Certo dia, em Ouro Preto, queríamos beber. Era último dia de estadia, no outro pegaríamos nossa carona e voltaríamos para SP. Enfim, queríamos beber, procuramos um barzinho, estava quase tudo fechado (isso era um sinal), e o que estava aberto, lotado. Passamos direto, achamos uma lanchonete, talvez meio familiar, com um pessoal de faculdade também comendo um lanche e bebendo uma cerveja.
Bebemos uma cerveja, e o lugar parecia meio vazio (um segundo sinal) e percebemos que todos queriam dormir ou estavam com fome (porque cara feia é fome), mas enfim, fomos embora, e era cedo da noite. O dono fechou o portão da lanchonete nas nossas costas. Mas ainda queríamos beber.
Voltamos. Subimos a ladeira, porque Ouro Preto é assim, lá a gravidade não te ajuda nem um pouco. No nosso Airbnb, pedimos no Zé mais uma breja, e achamos que ela viria cedo. Mas começou a demorar (mais um sinal). Ficamos esperando por horas. Eu desisti, não queria mais beber. Quando chegou, recusei beber, não queria mais, agora era tarde. Mas abrimos a cerveja e ela estava quente.
Ou seja, naquele dia, tudo conspirou contra uma bebida geladinha para nós. E quando veio, veio quente.
Porém, são apenas coisas para contar por aí, mas na memória vai perdurar bastante.


