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  • Alguma noite por aí… #1

    Alguma noite por aí… #1

    De vez em quando nos pegamos em noites fluídas, quando tudo contribui para que a noite seja boa. A companhia, as bebidas, as conversas, o lugar, o clima…

    Dessas noites que acontecem porque deveriam acontecer. Mesmo o combinado de última hora faz com que as coisas corram bem e deem tudo certo. Tudo conspirava para dar certo.

    Óbvio que nem sempre, pois, no mesmo lugar, um dia, uma chuva monstruosa, que alagou pontos da cidade, no mesmo lugar, outro dia, o Chopp tava ruim… tava choca. Tomamos um e fomos para outro lugar (kkkk). E assim foram.

    Outra vez, de última hora, desisti na porta do bar. “Vamos para outro lugar?”, “Vamos”. Não fomos felizes, foi o dia em que o Chopp estava choca (kkkkk).

    Mas aprendemos que nem sempre as coisas conspiram a nosso favor.

    Certo dia, em Ouro Preto, queríamos beber. Era último dia de estadia, no outro pegaríamos nossa carona e voltaríamos para SP. Enfim, queríamos beber, procuramos um barzinho, estava quase tudo fechado (isso era um sinal), e o que estava aberto, lotado. Passamos direto, achamos uma lanchonete, talvez meio familiar, com um pessoal de faculdade também comendo um lanche e bebendo uma cerveja.

    Bebemos uma cerveja, e o lugar parecia meio vazio (um segundo sinal) e percebemos que todos queriam dormir ou estavam com fome (porque cara feia é fome), mas enfim, fomos embora, e era cedo da noite. O dono fechou o portão da lanchonete nas nossas costas. Mas ainda queríamos beber.

    Voltamos. Subimos a ladeira, porque Ouro Preto é assim, lá a gravidade não te ajuda nem um pouco. No nosso Airbnb, pedimos no Zé mais uma breja, e achamos que ela viria cedo. Mas começou a demorar (mais um sinal). Ficamos esperando por horas. Eu desisti, não queria mais beber. Quando chegou, recusei beber, não queria mais, agora era tarde. Mas abrimos a cerveja e ela estava quente.

    Ou seja, naquele dia, tudo conspirou contra uma bebida geladinha para nós. E quando veio, veio quente.

    Porém, são apenas coisas para contar por aí, mas na memória vai perdurar bastante.

  • Sobre coisas que li por aí: Eu sou a Lenda

    Sobre coisas que li por aí: Eu sou a Lenda

    Imaginar que estamos sozinhos em um mundo já é difícil por tudo o que seria necessário para sobreviver sozinho, mas viver em um mundo onde todos viram monstros talvez seja ainda pior.

    Mas, para além das questões sobre sobrevivência, acabamos por pensar que ela própria não é exclusivamente uma questão de ter recursos, mas, de vivermos são.

    Viver bem, sozinho, sem ninguém mesmo, apenas você e seus pensamentos (além dos monstros… ou vampiros), neste caso, traz uma questão fundamental, o quanto conseguiríamos aguentar sem surtar, passando dias e dias a fio, sem ouvir nenhuma outra voz, fora a sua quando você precisar falar (com quem?). Ter sanidade no fim do mundo (ou da humanidade) traz uma questão fundamental: será que gostaríamos mesmo de sobreviver ao fim de (quase) tudo?

    A solidão é algo horrível, pois nos sentimos excluídos, sem lugar, sem espaço para falar, sem alguém para contar, mas, e quando esta solidão é imposta porque não existe mais ninguém? Eu sou a Lenda nos remete a isto.

    Ótimo para realizarmos algumas reflexões sobre solidão e solitude. Quando a solitude passa a se transformar em solidão?

  • Aqui é onde tudo começa…

    Após perceber que já não quero mais utilizar redes sociais para, de fato, socializar com meus amigos (pois basicamente as pessoas trocam palavras por lá apenas), nem mesmo tenho mais dependência de manter alguma rede social me bombardeando de propagandas o tempo, percebi que, na verdade, preciso de um lugar para manter meus pensamentos vivos, e em dia, além de um lugar que possa depositar fotos, escrever e postar coisas para mim mesmo.

    Decidi, então, criar este blog, para escrever, para mim mesmo, e manter minhas memórias vivas, além de me lembrar, de uma maneira fácil de ler e rever, de vários momentos que já vivenciei por aí.

    E aqui estamos nós, bora começar.